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Mais de 35 mil fazendas podem ser desapropriadas e incorporadas as terras da União

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  • 27 de fevereiro de 2025

Fazendeiros na faixa de fronteira têm até outubro para regularizar registros, sob risco de perder as terras para a União.

Foto: Wenderson Araujo

No Mato Grosso do Sul, mais de 35,9 mil propriedades rurais localizadas na faixa de 150 quilômetros ao longo das fronteiras com a Bolívia e o Paraguai enfrentam a possibilidade de desapropriação caso não regularizem seus registros imobiliários até o dia 22 de outubro de 2025.

Essa medida, que abrange 45 municípios e uma área total de 13,7 milhões de hectares, visa assegurar a conformidade legal das terras situadas em regiões fronteiriças.

A obrigatoriedade da ratificação dos registros imobiliários nessas áreas decorre da Lei nº 13.178/2015, que trata das concessões de terras públicas em faixas de fronteira.

Historicamente, essas regiões são consideradas estratégicas para a segurança nacional, o que levou à implementação de legislações específicas para a gestão e regularização fundiária.

Em 15 de julho de 2024, a Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) emitiu o Provimento nº 309, regulamentando os procedimentos para a ratificação dos registros imobiliários nessas áreas.

Quem deve realizar a ratificação? A exigência de ratificação abrange todos os imóveis rurais situados na faixa de fronteira que: possuam origem em títulos concedidos pelos estados; tenham área superior a 15 módulos fiscais e inferior a 2.500 hectares.

Para propriedades que, em 22 de outubro de 2015, já excediam os 2.500 hectares, a ratificação deve ser solicitada diretamente ao Congresso Nacional.

Mesmo imóveis com área inferior a 15 módulos fiscais estão sujeitos à ratificação, embora, nesses casos, não haja um prazo específico estabelecido.

Procedimentos para a regularização pelo fazendeiros na faixa de fronteira

O processo de ratificação deve ser conduzido no cartório de registro de imóveis correspondente ao município onde a propriedade está localizada.

Os proprietários devem apresentar uma série de documentos incluindo: requerimento formal de ratificação, indicando a matrícula atual do imóvel; histórico dominial completo, com certidões e matrículas anteriores e atualizadas; planta e laudo técnico, elaborados por profissional habilitado, comprovando a localização exata do imóvel na faixa de fronteira; escritura pública declarando a inexistência de disputas ou reivindicações administrativas ou judiciais; certidões negativas da Justiça Estadual; Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) atualizado; georreferenciamento, obrigatório para imóveis com área superior a 15 módulos fiscais.

Além disso, os proprietários devem fornecer uma declaração reconhecendo que o imóvel cumpre sua função social, conforme previsto na Constituição Federal.

É importante notar que a ausência de regularização pode resultar na nulidade dos títulos de propriedade e na incorporação das terras ao patrimônio da União.

Consequências da não regularização

A não realização da ratificação dentro do prazo estabelecido pode levar à nulidade dos títulos de propriedade, resultando na incorporação das terras ao patrimônio da União.

Isso significa que os proprietários podem perder legalmente suas terras, enfrentando processos de desapropriação.

Além disso, a falta de regularização impede o acesso a financiamentos, programas governamentais e pode gerar insegurança jurídica, afetando investimentos e o desenvolvimento econômico da região.

Apoio e orientações aos proprietários

Diante da complexidade do processo, entidades como a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) têm oferecido suporte e orientação aos produtores rurais.

A Famasul, em parceria com órgãos judiciais e cartorários, elaborou cartilhas e materiais informativos detalhando os passos necessários para a regularização.

Esses recursos estão disponíveis nos sites oficiais das instituições envolvidas e nos cartórios de registro de imóveis dos municípios afetados.

Municípios abrangidos pela medida

A obrigatoriedade da ratificação abrange 45 municípios do Mato Grosso do Sul, incluindo:

Ponta Porã

– Corumbá

– Dourados

– Naviraí

– Bela Vista

– Aquidauana

– Porto Murtinho

– Maracaju

– Sidrolândia

– Itaquiraí

– Jardim Mundo Novo 

Esses municípios estão localizados ao longo da faixa de fronteira e são diretamente impactados pela legislação vigente.

A regularização dos registros imobiliários na faixa de fronteira do Mato Grosso do Sul, em especial os fazendeiros na faixa de fronteira, é uma medida essencial para garantir a segurança jurídica dos proprietários rurais e a soberania nacional.

Com o prazo final se aproximando, é imperativo que os proprietários busquem imediatamente a regularização

Redação CNPL com informações da CompreRural