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Lula, sócio majoritário da tragédia venezuelana

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  • 30 de julho de 2024

Foto: Reprodução

Mesmo que o Brasil use rejeite os resultados forjados por Nicolás Maduro, nada vai apagar o apoio oferecido à sua ditadura ao longo do tempo

A tragédia política da Venezuela, consumada na madrugada da segunda-feira, 29/7, com o anúncio da vitória fraudulenta de Nicolás Maduro nas eleições presidenciais, tem sócios majoritários aqui no Brasil: Lula, Celso Amorim e as demais lideranças petistas que ao longo dos anos mimaram os representantes do regime bolivariano.

Ainda não existe manifestação oficial do governo brasileiro a respeito da votação.

O Palácio do Planalto decidiu “aguardar que as atas da eleição sejam disponibilizadas”, seja lá o que isso quer dizer, e também pediu aos observadores da ONU e do Carter Center que verifiquem relatos de problemas na apuração.

Há inúmeros relatos de que agentes de Maduro cercearam o acesso da oposição aos boletins de votação, entre outras arbitrariedades.

A ideia de consultar observadores internacionais é especialmente patética.

O chanceler das sombras Celso Amorim não foi à Venezuela para ver com seus próprios olhos a “festa da democracia” preparada por um ditador? Lula tenta simplesmente ganhar tempo.

Quais são as alternativas para o Brasil?

Se o Brasil simplesmente reconhecer os resultados forjados por Maduro, dará a ele carta branca para reprimir nos próximos dias uma oposição que certamente não vai se calar.

A diplomacia lulista tornou-se tão asquerosa que não se pode descartar essa hipótese, mas os custos de imagem para o presidente brasileiro, que ainda sonha em ser visto como um estadista, seriam bastante altos.

Será que Lula vai tirar da cartola alguma história da carochinha sobre ajudar as forças políticas da Venezuela a alcançarem um acordo, como a presença de nomes da oposição no governo de Maduro? Aparentemente, não!

A verdade é que pouco importam as declarações do lulismo a esta altura dos acontecimentos.

Mesmo que o Brasil use palavras duríssimas para rejeitar o resultado anunciado por uma autoridade eleitoral inteiramente controlada pela ditadura, nada vai apagar o apoio e a proteção oferecidos ao longo do tempo.

Empurrão na direção errada

Depois que um regime começa a prender e torturar opositores, como fez o bolivarianismo há mais de duas décadas, deixar o poder significa também ser julgado por crimes.

Por isso, bandidos como Maduro se agarram com unhas e dentes aos seus cargos.

Essa é a razão por que países que dispõem de algum meio de pressão ou influência devem agir quando ainda há tempo para que essas quedas no autoritarismo não aconteçam.

Desde o seu primeiro mandato, iniciado em 2003, ninguém teve mais chances de empurrar a Venezuela na direção certa do que Lula.

Em vez disso, tudo que ele fez foi passar pano primeiro para Hugo Chávez, depois para Nicolás Maduro.

Lembremos que em momento tão recente quanto maio de 2023, Maduro foi recebido em Brasília com honras de chefe de Estado.

Na ocasião, Lula fez seu discurso inesquecível sobre a “relatividade da democracia” e ofereceu ajuda ao Venezuelano para criar narrativas positivas sobre o seu regime.

Se isso for possível, os tempos que se anunciam para a miserável Venezuela são ainda mais sombrios.

Lula e os demais responsáveis por essa tragédia devem responder pela sua cumplicidade criminosa nesse descalabro.

Redação CNPL sobre artigo de Carlos Graieb