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Operários trabalhando durante a madrugada na obra da Ponte Bioceânica (Foto: Toninho Ruiz)
No lado brasileiro, o pilar principal deve ser instalado em agosto
Com ritmo intenso e 440 operários trabalhando diariamente até meia-noite, a Ponte Bioceânica, que ligará o Brasil ao Paraguai, conectando a cidade sul-mato-grossense de Porto Murtinho à paraguaia Carmello Peralta, atingiu 55% de sua construção.
Os principais pilares já contam com 53 metros de altura do lado do Paraguai e 36 metros do lado brasileiro.
Eles serão responsáveis por garantir a sustentação da travessia de 130 metros, que estarão a mais de 50 metros de altura acima da superfície.
No lado brasileiro, em Porto Murtinho, cidade a 438 quilômetros da capital Campo Grande, as vigas devem começar a serem instaladas em agosto.
No próximo mês ainda está previsto o início das obras da alça de acesso, que ligará a ponte Bioceânica até a BR-267.
Segundo Varanis a obra de R$ 472 milhões já está licitada. O trecho de 13,6 quilômetros já recebeu as primeiras marcações.
No final do ano passado, a obra foi alvo de ação da Receita para investigar se os trâmites aduaneiros estavam conforme a legislação para a regularidade da passagem de produtos na região ou havia sonegação de tributos.
A ação da Receita acabou paralisando o andamento da obra por três meses.
Rota Bioceânica
A ponte sobre o Rio Paraguai será ligação do corredor que promete encurtar em quase 10 mil quilômetros o trajeto de mercadorias brasileiras rumo à Ásia, que hoje precisam partir pelo Oceano Atlântico, atravessar o Canal do Panamá para acessar o Pacífico, o que será possível pela Rota através do Chile.
A Rota é vista também como importante fator de ligação dos países envolvidos e o turismo. Com 1.310 metros de extensão, a Ponte é dividida em três trechos.
Dois constituirão os viadutos de acesso em ambas as margens do rio e uma corresponderá à parte estaiada, medindo 632 metros, com vão central de 350 metros.
A obra será viabilizada pela União e terá o investimento de R$ 472,4 milhões.
Redação CNPL sobre artigo de Fernanda Palheta com colaboração de Toninho Ruiz
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