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Em meio a notícias sobre uma potencial fusão, as companhias aéreas Gol e Azul anunciaram no dia 23/5, um acordo de cooperação comercial que vai conectar as suas malhas aéreas no Brasil por meio de um codeshare.
A parceria inclui as rotas domésticas exclusivas, ou seja, operadas por uma das duas empresas e não a outra. Entra em vigor no final de junho.
Segundo as duas empresas, Azul e Gol possuem cerca de 1.500 decolagens diárias.
O acordo vai criar mais de 2.700 oportunidades de viagens com apenas uma conexão.
A Gol tem menos rotas em comum com a Azul do que com a Latam, cuja sobreposição é de 65%.
Embora não fale diretamente o nome da Gol, John Rodgerson, CEO da Azul, tem sido vocal em defender que a “consolidação do mercado brasileiro” seria positiva.
Em recuperação judicial nos Estados Unidos desde janeiro, a Gol é alvo de interesse de mais de um player, de acordo com pessoas próximas ouvidas pelo INSIGHT, entre elas a própria Azul e uma companhia aérea europeia.
Enquanto isso, a expectativa é de que acordos definitivos esses lessores, como são chamados no jargão do setor, sejam firmados até meados de junho.
A partir daí as formas de financiamento extra, entre eles um novo sócio, começariam a ser negociadas ativamente.
De acordo com reportagem de abril da agência Bloomberg, as conversas entre Azul e Gol têm avançado com uma solução via troca de ações da Abra, holding que controla a companhia criada pela família Constantino e a colombiana Avianca.
Executivos do setor afirmam, no entanto, que esse não seria um casamento trivial, em especial pelo desenho societário.
Atualmente, cerca de 56% do capital social da Gol é da Abra.
A holding, por sua vez, tem em sua base acionária a família Constantino, Roberto Kriete e os outros sócios da Avianca, entre eles os fundos Elliott e Kingsland e South Lake.
Na Abra, os Constantino e os sócios da Avianca governam o negócio por meio de um acordo de controle compartilhado.
Em uma potencial troca de ações com a Abra, a Azul ficaria com fatia limitada de participação, inferior a 20%, calcula uma pessoa com conhecimento do mercado.
O acordo inclui os programas de fidelidade, permitindo que membros do Azul Fidelidade e do Smiles acumulem pontos ou milhas no programa de sua escolha ao comprar os trechos.
Os clientes poderão pesquisar trechos nacionais exclusivos de uma ou de outra companhia e comprar pelos canais de vendas das duas.
Os pontos e milhas referentes aos trechos do codeshare comprados nos canais digitais da outra companhia aérea poderão ser acumulados no Azul Fidelidade ou no Smiles, à escolha do cliente.
Redação CNPL com informações do Portal expresso.arq
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