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A necessária polarização

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  • 21 de junho de 2024

(*) Eduardo Strang

No atual governo, tempos de amor venceu, cala boca já morreu, juiz/vítima/ixerife, escândalos se sucedem a pautas bombas, polêmicas seguem as denúncias, um assunto que merece investigação profunda perde o rumo, foco, e morre sem tomar a devida luz.

Aparentemente, a dinâmica segue o velho script: a “esquerda” “revoluciona”, a “direita”, conforme seu papel “reacionária” reage.

Ambos parecem inconscientes do jogo, mas felizes em manter a atmosfera polarizada.

A ponto de um cidadão que ama seu cachorro, envenena os cães do vizinho por algum incômodo ou inconveniente, que nem é muito claro.

Seria essa polarização realmente necessária?

Debate ainda é possível?

Aparentemente já não se discute, a simples menção de controvérsia já é rotulado como identitário, woke, fascista, feminazi, feminista, machista, e por aí vai.

Até de familiares próximos escutei que religião é coisa de homens reacionário, machista e prepotente, isso vindo de quem me ensinou a ler Kardec e Chico Xavier, Agostinho e Zibia Gasparetto.

Mas, mas pelo visto até Emanuel deve ter reencarnado em algum bolsonarista do interior de SP que não merece nada além de um paredão e uma boa bala.

Porém,  a verdade não vem à tona, pois ambos nos querem reagindo com o fígado, entornando fel.

Enquanto purgamos a terra, para alguns Pachamama, para outros Pindorama, continuamos a criticar ciscos alheios e soldamos as vigas que nos toldam a visão.

Pouco importa como viemos ao mundo, seja nossa jornada um calvário permanente, um paraíso promissor, ou uma montanha russa, uma carreta de limões tornadas em limonada, sorvete, ou vinagre azedo, a jornada é finita, a uns e outros, dure algumas horas, ou uma centena de anos, finita e uma gota frente a eternidade.

Os dinossauros pastaram, voaram, e predaram, mas deles sobram impressões em rocha e inspiração para blockbusters e videogames.

Livres dos ranços poderemos voltar a sonhar com  a terra que emana leite e mel, e novamente sem o agricultor, nem o paraíso tem serventia; ou teremos servos para nos trazer tais benesses?

Quem sabe, tem hora que as pautas do dia parecem as mesmas dos anos 20, até saia para homens a moda relançou.

Monges eremitas fazem mais sentido observar, orar, meditar, agir com discrição e só naquilo que realmente podemos ajudar, sei lá, segurar essa atmosfera polarizada não pode ser bom para o planeta: Pachamama ou Purgatório que seja.

 (*) 1º Vice-presidente da CNPL