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MPT abre três inquéritos para investigar empresa que ‘não contrata esquerdista’

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  • 16 de julho de 2024

CEO do G4 Educação, Tallis Gomes / Crédito: Reprodução/YouTube

Empresário da G4 Educação disse em podcast que funcionários trabalham 80 horas semanais e que levou igreja para dentro do trabalho

Ministério Público do Trabalho (MPT), por meio da Procuradoria Regional do Trabalho 2ª Região, determinou a instauração de três inquéritos, a partir de denúncias sigilosas, para investigar possíveis irregularidades trabalhistas na empresa G4 Educação.

São mencionadas ao menos 20 denúncias fundamentadas contra declarações do CEO da empresa, Tallis Gomes, ao podcast Café com Ferri.

No podcast, Gomes diz não contratar “esquerdista”, afirma que “levou a igreja para dentro da empresa” e enaltece jornada de trabalho extenuante.

Aos entrevistadores, o empresário afirma que “se você não fizer 70 horas ou 80 horas por semana na empresa, você não vira nada na vida”, diz que sai do escritório na madrugada, por volta de 1h da manhã, e está todo mundo trabalhando, e na manhã seguinte, por volta de 8h, o escritório está cheio.

Em outro momento, ele conta que não contrata “esquerdista”.

“Isso é a base da nossa cultura. Esquerdista é ‘mimizento’, não trabalha duro e fica com essa coisa de que o mundo deve alguma coisa para ele. (…) Você, empresário, que me segue. Demita os esquerdistas da sua empresa”, completou.

Gomes também considera que os resultados positivos da empresa se devem ao fato de ter levado os princípios da igreja para a cultura do G4 Educação.

O primeiro inquérito foi aberto para investigar se há discriminação por orientação política, religiosa ou filosófica e abusos decorrentes do poder diretivo do empregador.

O segundo trata da jornada de trabalho e do descanso semanal. Já o terceiro irá apurar se há desvirtuamento de pessoa jurídica. Cada inquérito é tocado por um procurador do Trabalho distinto.

Denúncias

“Os trabalhadores da empresa G4 Educação trabalham de domingo a domingo, num regime de 80 horas semanais e são obrigados a participarem de grupos de oração dentro da empresa, pois os sócios são evangélicos. Além disso, no processo seletivo é enfatizado que não são contratados profissionais que sejam alinhados a ideologias de esquerda”, diz trecho de uma das denúncias apresentadas ao MPT.

Em outra denúncia, é destacado que a “empresa está descriminando (sic) pessoas ao afirmar que não contrata funcionários que se identificam com ideologias contrárias as próprias (sic), além disso, a empresa descumpre a CLT ao contratar pessoas via PJ, porém mantendo toda a estrutura de vínculo trabalhista”. 

Redação CNPL sobre artigo de Grasielle Castro